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domingo, 4 de junho de 2017

Ascendência portuguesa do grande desbravador apodiense Pedro José de Noronha


CARLOS ANTONIO DE NORONHA - Casou com Maria de Abreu Meneses, ele, natural de Portugal, ela de Russas, ele filho de José Caetano Pires e de Maria Josefa Pelônia, ela, filha de Alexandre Rodrigues Ramos, natural do Rio Grande e de Ana Maria de Jesus, natural do Apodi em 9/4/1780, na Matriz de Russas. Foram testemunhas. Antônio Valério Ferreira e Antônio Jose de Almeida. Foram pais de Teresa, nascida dez de Janeiro de 1802. O Carlos Antonio de Noronha nasceu a 28/1/1744, na Rua dos Peaes de São Bento, Freguesia de Santa Catarina do Monte Sinai, Lisboa, ele era neto paterno de Manoel Francisco Pires e de Maria da Encarnação e neto materno de Bartolomeu Lopes e Maria Rodrigues. Carlos era irmão de Dom Thomaz de Noronha, Bispo Resignatário da Sé de Olinda-PE.

Carlos Antonio e Maria foram pais de:

F.01- JOAQUIM JOSÉ DE NORONHA:(Natural de Limoeiro do Norte-CE).
. Casou com Maria Gomes da Silveira, natural da Serra do Martins-RN, filha do Tenente Manoel João da Silveira e Bonifácia Barbosa de Lucena.
. Foram pais de:
N.01- JOAQUIM JOSÉ CARLOS DE NORONHA:
.Nasceu em Apodi a 31.07.1820. Faleceu em Apodi às 23:50 hs. do dia 14 de Agosto de 1908, aos 88 anos e 15 dias de idade.

.Casou a 15.06.1840 na Matriz de Apodi, em primeira núpcias com MARIA GOMES DA CONCEIÇÃO, que é a mesma MARIA DA CONCEIÇÃO NOGUEIRA, filha do Capitão João Nogueira da Silveira, primeiro administrador do Apodi, em 1833, quando Apodi desvinculou-se do município de Portalegre-RN, e de Joana Gomes Nogueira.
. Foram pais de 09 filhos, dentre os quais:

BN.01- FRANCISCA UMBELINA DE NORONHA (Em 1908 já era falecida). Casou com SEBASTIÃO GOMES DE OLIVEIRA, nasceu em 1850 e faleceu no sítio "Melancias", Apodi, de congestão cerebral a 27.05.1931 aos 81 anos de idade. (Popularmente como Tãtão Paulino - o 1º e pai do 2º que é pai de Lucas de Tãtão.) Sebastião era filho de Paulino Cabral de Macedo, natural do Assu-RN, e de Josefina Gomes da Silva. Sebastião casou-se viúvo em segunda núpcias com Maria Gomes da Assumpção, filha de Alexandre Ferreira Pinto e de Maria da Assumpção Calado.

.Foram pais de:
TN.01- JOSÉ UMBELINO DE NORONHA : (Observe-se que José Umbelino casou com uma irmã de sua madrasta, portanto, era concunhado do seu próprio pai Sebastião.
. Casou com ALEXANDRINA GOMES PINTO, filha de Alexandre Ferreira Pinto (Xandu) e de Maria da Assumpção Callado. Alexandrina faleceu no sítio "Baixa Grande" (Apodi) de lesão cardíaca às 19 hs. do dia 15.07.1933, aos 67 anos de idade.
. Foram pais de : Pedro Noronha e José Umbelino Filho.

PN.01- PEDRO JOSÉ DE NORONHA:

.Casou com sua prima ISABEL SOFIA PINTO, sobrinha de sua mãe dona Alexandrina, filha de Vicente Gomes Ferreira PInto (Vicente Xandu) e de Maria Belisa da Silva Filha (Mariquinha). Vicente Xandu era filho de Alexandre Ferreira Pinto (Xandu) e de Maria da Assumpção Calado. Alexandre era filho do Capitão Vicente Ferreira Pinto e sua segunda esposa Maria Gomes da Silveira, esta era viúva de Joaquim José de Noronha quando casou com o capitão Vicente Ferreria Pinto (1º).

.Pedro e Isabel Sofia foram pais de:
SN.01- JOSÉ.
SN.02- VICENTE,
SN.03- SEBASTIÃO.(Noronhinha).
SN.04- PEDRO (Totó).
SN.05- FRANCISCO . (Chiquito).
SN.06- GERALDO.
SN.07- MARIA. - Casada com Lucas de Tatão Paulino (O 2º).
SN.08- AMÉLIA - Casada com Sebastião de Freitas.
SN.09- ISABEL - Casada com seu parente João Basílio Pinto.
SN.10- LINDALVA - Casada com seu primo legítimo Jacinto 
José de Noronha , o boníssimo Sula. (Pedro era irmão de José Umbelino de Noronha Filho). Esse magnânimo casal tem uma honrada prole de 10 filhos.

PN.02- JOSÉ UMBELINO DE NORONHA FILHO:
.Casou com Raimunda Angélica da Silveira, filha de José Freire de Oliveira, dono da fazenda "Ameno" (Apodi) e de Maria Angélica da Silveira.

. Foram pais de : 
SN.11. JACINTO JOSÉ DE NORONHA (Sula) - Já descrito.
SN.12- EDMUNDO NORONHA - Casou com sua prima em segundo grau Dilma Noronha Pinto, filha de João Basílio Pinto e Isabel Noronha.
SN.13- HERMES.
SN.14- ALAÍDE.
SN. 15- ALICE.
SN. 16- ELITA
SN. 17-DALVACI.
SN. 18- HELENA.
SN.19- ANGÉLICA.
SN.20 - ESTELITA.
SN.21 - MARIA MERCEDES (Quelina).
SN.22- MARIA DA SAÚDE. 

OBSERVAÇÃO: A descendência dos irmãos PEDRO NORONHA e JOSÉ UMBELINO FILHO foi gentilmente fornecida por minha estima prima e santa de todas as dores Lindalva Isabel de Noronha, a quem rendo um preito de muita admiração e bem-querer.

Por Marcos Pinto - historiador e advogado apodiense. 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Museu resgata a história indígena de Apodi

Pintura “A dança dos tapuias” de Albert Eckhout. 1641. Museu Nacional da Dinamarca, Copenhague.

Inaugurado em fevereiro de 2013, o Museu Luiza Cantofa em Apodi, região oeste potiguar, é considerado o primeiro museu indígena do estado. Idealizado e mantido por Lúcia Maria Tavares, a instituição tem como objetivo resgatar a história dos Tapuias Paiacus, grupo indígena que habitava a região compreendida entre o rio Açu, na Chapada do Apodi e o baixo Jaguaribe no Ceará.

Fachada do Museu Luiza Cantofa. Foto: facebook.

Segundo Lúcia, atual liderança das famílias Tapuias Paiacus em Apodi, estimados como os primeiros habitantes da cidade, o museu é um sonho que vem desde criança e presta homenagem à Luiza Cantofa. Patrona da instituição, Luiza foi uma antiga guerreira e líder indígena da tribo que foi brutalmente assassinada em 1825 na cidade de Portalegre.

“Sempre pensei em ter o museu para romper um silêncio que dura 200 anos e mostrar que nossa família ainda existe. Fomos obrigados a nos calar para não sermos dizimados. A luta é para mostrar que o Rio Grande do Norte não é um cemitério indígena”, explica Lúcia.

O acervo foi montado através de pesquisa em documentos antigos onde Lúcia encontrou relatos do seu povo que costumava viver às margens de lagoas e rios e de famílias que mantinham objetos de seus avós e bisavós. Atualmente o acervo disponível ao público contem peças líticas como machadinhas, pilões, gargantilhas, cachimbos e outros objetos que possuem de centenas à milhares anos de idade. 

Acervo do Museu Luiza Cantofa. Foto: Facebook.

O museu funciona na própria residência de Lúcia onde também é o Centro Histórico Cultural Tapuia Paiacus que recebe alunos, professores e outros visitantes e está no mapa do turismo da cidade. Atualmente está sendo aberta também uma biblioteca que leva o nome do cacique Tuchaua Itaú que viveu na região no século XVII. Lúcia espera apoio do poder público para que possa expandir o museu que tem tido uma boa resposta do público.

“O museu tem sido muito bem aceito. É uma necessidade da educação em nosso estado, pois carece de pontos de memórias que se referem aos povos primitivos, senhores natos do continente americano”, explica Lúcia.

Com o museu, Lúcia espera resgatar grandes histórias de seu povo que conflui com a história indígena do nordeste brasileiro, como a Confederação dos Cariris que resistiu por 40 anos durante a ocupação portuguesa e grandes líderes como o Cacique Janduí, considerado um verdadeiro rei da região.

As histórias de resistência do passado servem de inspiração para a resistência no presente. Lúcia integra a união das lideranças indígenas que protestam contra a proposta de fechamento da Coordenação Técnica Local da Fundação Nacional do Índio no Estado (FUNAI/RN). Mesmo com o movimento sendo dura reprimido no início do mês abril, mês em que se comemora nacionalmente o dia do índio, Lúcia diz que não vai desistir da luta.

Lucia em protesto contra o fechamento da CLT FUNAI/RN. Foto: Diogo Ferreira.

“Temos um grito da alma guerreira que incomoda o falso estado democrático de direito, uma vez que o mesmo delimita até aonde iremos. Isso me faz gritar bem mais alto, onde quer que eu vá o ecoar da minha alma irão escutar”, enfatiza.

Quem tiver interesse de visitar o museu ele fica localizado na Rua Antônio Lopes Filho, nº 105, na cidade de Apodi/RN. Para agendar visitas e mais informações tratar com a própria Lúcia pelo telefone 9914-2282 ou por meio da fanpage do museu AQUI.

sábado, 27 de maio de 2017

Deputados Estaduais de Apodi

Deputados Estaduais de Apodi, que representaram o município e a cidade de Apodi na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. 

1.  Tenente-Coronel Elias Antonio Cavalcante de Albuquerque - A Vila e o município de Apodi foram criados em 11 de Abril de 1833 pelo CONSELHO PROVINCIAL - Ainda não existia Assembleia Legislativa. Com a criação desta, no ano de 1835, a mesma só CONFIRMOU a emancipação política de Apodi, em sessão ocorrida a 23 de Março de 1835. Logo que foi Criada a Assembleia Legislativa Provincial, também conhecido como Congresso Legislativo Provincial (Em 1835) Apodi já se fez representar elegendo Elias para o triênio 1835-1837, reelegendo-se duas vezes 1838-1839 e 1840-1841, retornando com a terceira reeleição para o biênio 1852-1853.

2. Padre Florêncio Gomes de Oliveira - Foi eleito no biênio 1852-1853, teve duas reeleições 1854-1855 e 1856-1856;

3. Alexandre Magno de Oliveira Pinto - Foi eleito Deputado Provincial ao Congresso Legislativo Estadual, que é a atual Assembleia Legislativa (Período Monárquico) para o biênio 1862-1863.

4. Sebastião Celino de Oliveira Pinto  - Somente sete anos após Apodi elege outro filho da terra o Capitão SEBASTIÃO CELINO DE OLIVEIRA PINTO, (Capitão Tatão da Ponta) irmão de Alexandre Magno, para o biênio 1870-1871. Novamente o município passa longo tempo sem representante no parlamento estadual, voltando a eleger dois filhos da terra ao mesmo tempo, 17 anos após, para o biênio 1888-1889, os Srs. Capitão SEBASTIÃO CELINO DE OLIVEIRA PINTO e JOÃO NOGUEIRA DE LUCENA SILVEIRA.

5. João Nogueira de Lucena Silveira - (Bisavô de Sêo Chico Paulo (Francisco Paulo Freire). Eleito para o biênio 1888-1889.  

6. Antonio Ferreira Pinto (Coronel Ferreira Pinto) – NO PERÍODO REPUBLICANO Apodi elege o Coronel ANTONIO FERREIRA PINTO para a terceira legislatura e triênio 1895-1897, reelegendo-se sucessivamente 04 vezes, até o ano de 1909 quando faleceu.

7. Coronel João de Brito Ferreira Pinto - Foi eleito Deputado estadual a 19.09.1901 para completar o quinto mandato do seu genitor, o Cel. Antonio Ferreira Pinto. Foi reeleito em setembro de 1913 para o triênio 1913-1915. João Brito foi eleito para o terceiro mandato cumprido durante o triênio 1921-1923

8.  Coronel Francisco Ferreira Pinto (Chico Pinto) - Eleito em 1927 para o triênio 1927-1929, tendo sido destaque por ter sido o único político da região Oeste Potiguar a exercer, ao mesmo tempo, os cargos de Prefeito e Deputado Estadual, conforme permitia a legislação eleitoral da época. 

 9. Cosme Corsino de Lemos - Foi eleito Deputado Estadual representando o município e a cidade de Apodi a 19 de Janeiro de 1947. Esta legislatura promulgou a Constituição Estadual de 25 de Novembro de 1947, quando então o município de Apodi, através de Projeto-de-Lei de autoria do Deputado Cosme Lemos, voltou à condição de Comarca Judiciária, que tinha perdido para Caraúbas, por influência e tráfico de poder do então Desembargador Felipe Guerra no ano de 1931, mancomunado ao seu cunhado Tilon Gurgel, ficando assim Apodi sujeito à Caraúbas, na condição de Termo Judiciário. Em 31 de outubro de 1951 p deputado estadual Cosme Lemos, representante do Apody no Legislativo Estadual, conclui o seu mandato. Eleito que fora para a 17ª legislatura. Segundo o historiador Câmara Cascudo, esta 17ª composição legislativa foi uma das mais sugestivas pela intensidades, nível intelectual e diversão dialética.

10. Dr. Newton Pinto (UDN) – Em 03 de Outubro 1950 Apodi elege o Dr. NEWTON PINTO para o quatriênio 1951-1954. Foi reeleito em 03 de Outubro de 1954 para o quinquênio 1955-1959. Segunda reeleição a 03 de Outubro de 1958 para o quinquênio 1959-1963.

11. Dr. José da Silveira Pinto (Zé Pinto) – Em 31 de Outubro de 1962 Apodi elege o Dr. JOSÉ DA SILVEIRA PINTO. (Dr. ZÉ PINTO) para o quinquênio 1963-1967, reeleito para o quinquênio 1967-1971. 

De 1971 até os dias atuais não elegemos mais nenhum APODIENSE para representar o nosso honrado e histórico município no Legislativo Estadual, fato que se deve à desunião dos Apodienses, que através de seus líderes políticos barganham seus apoios mediante recompensas econômicas. Daí o atraso que atravanca o progresso e o crescimento do município. 

"Se todos nós Apodienses nos unirmos para votarmos em um só conterrâneo, com certeza o elegeremos. Ocorre que existem os tais líderes políticos de 200, 300 votos que fazem opção por vender os seus apoios por algum punhado de reais. Triste, mas é verdade. Tem muito cacique pra poucos índios." - Marcos Pinto. 

Fonte: Marcos Pinto - historiador apodiense

Alexandre Magno de Oliveira Pinto - Ex-Deputado

ALEXANDRE MAGNO DE OLIVEIRA PINTO nasceu no Sítio Ponta, município de Apodi/RN no ano de 1817. Capitão da briosa Guarda Nacional, componente da 6º região aquartelada na fazenda “Sabe Muito”, cuja legião compunha-se de um Batalhão e um Esquadrão, comandados pelo Cel. Luiz Manoel Fernandes. Era na fazenda Sabe-Muito que todos os componentes da Guarda Nacional da região Oeste prestavam juramento. 

Grande proprietário rural, destacando-se pelo seu imenso rebanho de gado vacum, que atingia a quantidade de mil cabeças, além de não menor criatório de miunças. A sua fazenda “Sabe-Muito” encravada no município de Caraúbas/RN, fincou marco na história, dado a grande fartura que predominava em seus domínios, observando-se que após a libertação dos escravos pela Lei Áurea, muitos dos cativos continuaram a moradia na fazenda, dado o bom trato que lhes era dispensado pelo Sr. João Magno de Oliveira Pinto, filho segundo de Alexandre. 

Foi eleito Deputado Provincial(Deputado Estadual) do Rio Grande do Norte  para a 14º Legislatura (1862-1863), sequenciando a trajetória política iniciada por seu genitor Capitão Vicente Ferreira Pinto(o 1º), que em 1822 comandava os destinos do Partido Conservador em Apodi, conforme consta no livro “A ZONA DO POR DO SOL”, de autoria do renomado historiador Raimundo Nonato da Silva.   

Casou-se em Caraúbas/RN, com sua prima legítima, Dona Francisca Romana de Oliveira, filha do seu tio materno Tenente-Coronel Antonio Francisco de Oliveira, e Mafalda Gomes. Alexandre e Francisca são pais de: 
1 – Mafalda Romana de Oliveira;
2 – João Magno D’Oliveira Pinto;
3 – Vicência Romana de Oliveira; 
4 – Antonia Rufina da Exaltação; 
5 - Joana Francisca Romana(ramo do Monsenhor Walfredo Gurgel);
6 -  Catharina Alexandrina de Oliveira; 
7 – Maria Inocência de Oliveira; 
8 – Isabel Alexandrina de Oliveira. 

Alexandre Magno faleceu em 18 de agosto de 1870.  Era Bisavô paterno do ex-governador do RN Monsenhor Walfredo Gurgel.

FONTE: Marcos Pinto, historiador e advogado apodiense. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Roberland Gama - professor

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ROBERLAND RICARDO GAMA DE QUEIRÓZ, natural de Apodi-RN, nascido em 17 de maio de 1973. Criado até os 06 anos de idade no Sítio Baixa Fechada (zona rural). Após isso foi morar na cidade. É filho de Pedro Fernandes de Queiroz (Pedro de Nira/Bala), agricultor e ex-presidente do STTR(Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi-RN), e de Maria Alice Gama de Queiroz (D. Maroca), lavadeira, ASG e dona de casa. Sua mãe é a última irmã da professora MARIA ZENILDA GAMA TÔRRES, a quem devo a escolha de seu nome .

Uma das lembranças mais marcantes que ele cita foi o seu primeiro dia de aula, onde sua mãe disse: “Meu filho vá estudar para ser gente na vida”. A citando como sua primeira e melhor professora. 

Seu primeiro “trabalho” aos 08 anos foi vender “dindin” para sua avó DJANIRA DALILA DE GÓIS, depois foi “casaco” da emergência, e ao ser “cortado”, passou a vender cocada com pão para os alistados.

Após isso, vendeu manga na rua em uma pequena bacia e, em seguida, passou a vender confecção nas calçadas da feira e da sua casa. Foi também agricultor durante 02 anos (nas terras do Sr. Manezinho de Chico Moreira). 

Quando seu pai foi eleito presidente do STTR de Apodi-RN, passou a trabalhar com ele, auxiliando-o .

Em seguida foi aprovado como bolsista do BNB (provisório), onde trabalhou por quase 02 anos. Depois trabalhou por 15 anos no grupo T. Melo, em várias funções, até chegar ao setor financeiro e pessoal. 

Depois veio a ideia de abrir um negócio próprio A ROBSTAR MÍDIA, que durou por 11 anos. Passou em concurso para professor polivalente da Prefeitura Municipal de Apodi(PMA), do qual foi convocado e está lotado desde 2005 na Escola Municipal Isabel Aurélia Tôrres(EMIAT), localizada no Distrito de Córrego, em Apodi. Apesar de ter sido aprovado também em dois concursos da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (2008 e 2012) mas não foi convocado. 

É Bacharel em Ciências Econômicas(2000) e Licenciado em Letras – Espanhol (2014), ambos pela UERN(Universidade do Estado do Rio Grande do Norte); Especialista em Psicopedagogia pela Universidade Atlântico do Ceará (2012). 

Apresenta o programa ALÔ EDUCAÇÃO, desde 2010, na Rádio Cidade FM Apodi (87.9), aos sábados, das 11h às 12h. Tem também um blog: aloeducacaoapodi.blogspot.com (atualmente desativado). Também é engajado em atividades religiosas a exemplo do Grupo de Casais Católicos da Paróquia de Apodi(ECC ), e atividades ecumênicas (Pastoral da Criança), além de voluntário/colaborador do Grupo de Assistência às Pessoas com Câncer(GASPEC) e Associação de Portadores de Deficiência de Apodi(APDA) . 

É Casado com a professora Maria Lígia Marinho de Queiroz, com a qual tem um filho: ROBERLAND RICARDO GAMA DE QUEIROZ JÚNIOR, nascido em 2000.

Atualmente também atua como Tutor a Distância da rede e-TEC (UFRN/EAJ), do curso Técnico em Comércio Exterior, no polo Córrego (Apodi/RN). Também foi aprovado no concurso para professor de Espanhol do RN, aguardando convocação.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Distritos de Apodi

Atualmente em Apodi, existem 3(três) distritos municipais: SOLEDADE, MELANCIAS e CÓRREGO, sendo os dois primeiros criados  no ano de 1997,  e o último no ano de 2017. Os Distritos foram criados através de projetos de leis(PLs)  aprovados pela Câmara Municipal de Apodi e sancionados pelo  prefeito Evandro Marinho de Paiva(Distritos de Melancias e Soledade) e Alan Jefferson da Silveira Pinto(Distrito de Córrego). 


Os Distritos tem fundamental importância para uma cidade, segundo  o jurista Hely Lopes Meirelles: "Distrito é forma de divisão meramente administrativa do Município, por isso mesmo não adquirindo autonomia política (sem representação partidária), jurídica (não demanda ou é demandado em juízo) ou financeira (orçamento próprio, ordenação de despesas).Os distritos existem muito mais para facilitar a vida dos usuários dos serviços públicos e melhorar, aproximando-os, a qualidade e eficiência na resposta aos pleitos dos munícipes."

De forma geral um município só se subdivide em mais de um distrito quando dentro dele existem povoamentos expressivos em termos populacionais e econômicos, mas que estão afastados da área urbana principal. Outra importante vantagem dos Distritos é a possibilidade de sediar uma subprefeitura(que fica subordinada ao poder do prefeito municipal), podendo assim facilitar as demandas e necessidades dessas áreas administrativas.

Confira abaixo as leis municipais que criaram os respectivos Distritos em Apodi:

Lei municipal que criou Distrito de Melancias:

Lei municipal que criou o Distrito de Soledade:

Lei municipal que criou o Distrito de Córrego

LEI MUNICIPAL Nº 1132/2017 
09 DE MAIO DE 2017

PLL nº. 009/2017 Autor: Maria Soneth da Silva Ferreira Gomes

Cria o Distrito de Córrego e dá outras providências.

O PREFEITO MUNICIPAL DE APODI-RN faz saber, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo Art. 66 inciso IV da Lei Orgânica, e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Em consonância com o art. 21, da Lei Complementar Estadual nº 102/92, fica criado o distrito de Córrego, constituído de núcleo urbano e rural, já existente naquela localidade.

Art. 2º - O Núcleo Urbano do Distrito de Córrego, submeter-se-á as normas disciplinares importas à Administração Urbana da Sede do Município.

Art. 3º - Caberá ao Prefeito Municipal, através de ato regulamentar, estabelecer normas de implantação e funcionamento da administração do Distrito.

Art. 4º - Caberá ainda ao Prefeito Municipal, regulamentar a delimitação do território do distrito, fixando os seus limites, descrevendo-os integralmente, trecho a trecho e indicando os acidentes geográficos.

Art. 5º - Fica estabelecido o prazo de 18 (dezoito) meses para o Executivo Municipal implantar, oficialmente, o distrito como subdivisão, administrativa do município.

Art. 6º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal em Apodi/RN, em 09 de maio de 2017

ALAN JEFFERSON DA SILVEIRA PINTO
Prefeito Municipal

Esta lei encontra-se publicada no Diário Oficial dos Municípios do Rio Grande do Norte - http://www.diariomunicipal.com.br/femurn/materia/D993F0AA

Sancionada lei municipal que cria o Distrito de Córrego em Apodi

"Distrito de Córrego", localizado na Região da Areia de Apodi. 

09/05/2017 - O prefeito de Apodi, Alan Silveira sancionou na noite desta terça-feira, a lei municipal nº 1132/2017 de 09 de maio de 2017, que trata da criação do Distrito de Córrego. O novo distrito  surgiu através do projeto de lei n° 009/2017 de autoria da vereadora Soneth Ferreira, aprovado pela Câmara Municipal de Apodi no dia 20 de abril de 2017. Dessa forma, o Córrego passa a categoria de Distrito municipal de Apodi, juntamente aos atuais distritos de Soledade e Melancias. O ato de sanção aconteceu na Capela de São Pedro, no centro da comunidade de Córrego. 

 Ato de Sanção da Lei


Lei Municipal nº 1132/2017, de 09 de maio de 2017, que  cria o Distrito de Córrego e dá outras providências. 

Essa lei já está publicada no Diário Oficial dos Municípios do Rio Grande do Norte - http://www.diariomunicipal.com.br/femurn/materia/D993F0AA

Matéria relacionadas: 
http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2017/04/a-historica-sessao-itinerante-de-20-de.html

http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2017/04/sessao-itinerante-no-corrego.html

http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2017/05/lei-municipal-que-criou-o-distrito-de.html

terça-feira, 2 de maio de 2017

02 de maio relembra a memória de Chico Pinto

Coronel Francisco Ferreira Pinto, o Primeiro Prefeito Constitucional de Apodi. Foto: Prefeitura Municipal de Apodi 

02/05/1934 - Assassinato do Coronel Francisco Ferreira Pinto, o Primeiro Prefeito Constitucional de Apodi.


 Casa onde viveu o ex-prefeito Francisco Ferreira Pinto 

Casarão onde Chico Pinto foi assassinado na noite de 02 de maio de 1934. 

Chico Pinto foi assassinado em seu próprio lar, no Casarão localizado na Rua Nossa Senhora da Conceição(onde atualmente mora a professora Mariinha Dantas Pinto), no centro da cidade de Apodi, no dia 02 de maio de 1934. O autor do crime foi o senhor Roldão Maia, a mando dos senhores Luiz Ferreira Leite e Tilon Gurgel do Amaral.

Imagem de Chico Pinto, na galeria de ex-prefeitos de Apodi, localizada na Prefeitura Municipal de Apodi(PMA). 

O Coronel Francisco Pinto foi um líder de grande prestígio político na cidade de Apodi, sendo que chegou a ser eleito como o Primeiro Prefeito Constitucional de Apodi, no pleito municipal de 02 de setembro de 1928. E empossado em 01º de janeiro de 1929, tendo como vice-prefeito o senhor Luiz Sulpino da Silveira Júnior, governando Apodi até 08 outubro de 1930, quando tiveram seus mandatos cassados pela Revolução de 1930. 

Chico Pinto foi substituído pelo prefeito Cosme Lemos, nomeado pela Junta Governativa do Rio Grande do Norte. Francisco Pinto também foi Deputado Estadual do RN no triênio 1927-1929 e Presidente da Intendência Municipal(atual cargo de prefeito).

 Busto do Coronel Francisco Ferreira Pinto 

 O Busto fica localizado na Praça Francisco Pinto 

 Praça em homenagem ao Coronel Francisco Ferreira Pinto 

Palácio Francisco Pinto, sede do pode executivo apodiense, também homenageia o líder apodiense. 

Em sua homenagem foi criada uma praça em frente a Prefeitura Municipal de Apodi(também conhecida como "Palácio Francisco Pinto"). Na Praça, também existe um pequeno busto retratando o importante chefe político de Apodi. Todo todo ano, no dia 02 de maio, Apodi relembra a morte do Cel. Chico Pinto.

Matérias relacionadas:

http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2010/10/biografia-de-chico-pinto.html  - Biografia do Coronel Francisco Ferreira Pinto

Artigo sobre o feriado apodiense sob a ótica de Marcos Pinto, historiador de Apodi: http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2013/05/a-importancia-historica-do-feriado_2.html

Artigo sobre o feriado sob a ótica do pesquisador Válter de Brito Guerra:  http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2013/05/a-importancia-historica-do-feriado.html

Praça Francisco Pinto: http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2014/08/praca-francisco-pinto.html

Eleição municipal de 1928: http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2017/02/eleicao-municipal-de-1928.html

Feriado em homenagem a Francisco Ferreira Pinto : http://tudodeapodi.blogspot.com.br/2015/05/feriado-municipal-em-homenagem-ao-1.html

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Apodi ganha Dionizio de volta

Dionizio de Apodi agora está de volta a sua terra natal

Texto de Dodora Maia (via facebook) sobre Dionizio do Apodi.
"Hoje (29/04) eu sai de casa para atender o convite de DIONIZIO DO APODI que agora está morando, de novo, no Apodi. Imaginem vocês que Dionizio reuniu um pequeno grupo no quintal de casa e fez a leitura de A Terceira Margem do Rio, de João Guimarães Rosa. Um momento impar e inesquecível para os que estavam ali, ouvindo emocionado a leitura interpretativa feita por um gênio barbudo, de singular sabedoria. Fiquei emocionada e com vontade de chorar.....Que conterrâneo talentoso meu Deus. DIONIZIO CHEGOU"


Dionízio do Apodi como é conhecido, é ator, natural de Apodi, possui uma vasta experiência artística com atuação em varias partes do país. Dionizio tem muitos projetos para trabalhar a cultura em nossa terra e quer se irmanar com aqueles que defendem essa temática. Vem coisa boa por ai!

Fotos de Luciana Lima Cosme






domingo, 30 de abril de 2017

Subsídio histórico do Sítio São Lourenço

Por Geraldo Fernandes

Casarão antigo que pertenceu a Antonio Domingos. Foto: Amarildo Souza

O Sitio São Lourenço, localizado entre os municípios de Felipe Guerra e Apodi tinha suas terras situadas dentro das datas do Boqueirão, datas estas que teve sua demarcação no dia 21 de Abril de 1740, cujo sesmeiro foi Mathias Nogueira, pai de Manoel Nogueira sendo Manoel Nogueira o primeiro povoador do Apodi, estas terras tinham seu tamanho original de três léguas de cumprido por uma de largura, ou seja, tinha inicio no sitio Passagem Funda e terminava no Sítio santa Rosa. 

Fonte:  Livro flagrante da Várzea do Apodi pg. 39 

A origem do nome São Lourenço, tem como referência a Lourenço de Abreu Pereira, filho de Domingos de Abreu Pereira, este Domingo de Abreu Pereira recebeu uma concessão de terras, na ribeira do Apodi no ano de 1717.  Fonte: Vide Livro segundo volume das sesmarias do RGN, 1716, COLEÇÃO MOSSOROENSE 

Segundo historiadores as ditas terras do sitio são Lourenço pode ter sido 
Herdada por Lourenço de Abreu pois o mesmo era filho e herdeiro de Domingos de Abreu pereira, 

Um fato histórico para  a comunidade de são Lourenço, se refere a Margarida de Oliveira Nogueira, filha de Manoel Nogueira e neta de Mathias Nogueira, nascida ela em Nossa Senhora das Neves no ano de 1652, hoje João pessoa. 

Margarida de Oliveira Nogueira, e sua irmã Antônia de Freitas Nogueira foram possuidoras da datas de sesmaria do Sitio Apanha peixe e da data  do Pacó, tal sesmaria foram adquiridas em 8 de julho de 1740. Margarida de Oliveira Nogueira era dona de quase todas as terras da Ribeira do Apodi, foi uma grande desbravadora do sertão apodiense,  faleceu na sua fazenda São Lourenço no dia 8 de julho de 1772.  

Fonte: As abordagens históricas referenciais à Data de Sesmaria "Boqueirão" foram colhidas de um manuscrito do renomado historiador Apodiense NONATO MOTA, que pertence ao neto ANTONIO FERNANDES PRAXEDES e seu filho ANTONIO FERNANDES PRAXEDES FILHO, e repassada por Marcos Pinto 

Geraldo Fernandes é escritor, pesquisador e membro da Academia Apodiense de Letras(AAPOL). 

sábado, 29 de abril de 2017

Zeca Tomaz


JOSÉ PAIXÃO DE SOUSA,  nasceu dia 08 de outubro de 1921 no sítio Santa Rosa município de Apodi-RN. Filho de Francisco Manuel de Sousa e Ana Maria da Conceição (in memoriam ).

O brincante de papangu, declamador de versos de cordéis,artesão, poeta, produtor de cataventos, pescador e agricultor casou com Francisca Batista de Oliveira (in memoriam) com quem formou uma família de sete filhos:
Antonio, João ,Zuca, Maria Júlia ,Maria Rita e Maria Antônia .
Ė avô de 15 netos e 11 bisnetos.

Hoje aos 95 anos de idade declama decorado todo o romance Nilza de Amorim. Um clássico da literatura de cordel. Atualmente vive no seu ateliê onde constrói seus belos cataventos e expõe suas obras de artes na sua casa lá nos sertões da Santa Rosa. 

Fonte: Vilmaci Viana, escritora e memorialista apodiense. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Sêo Leonildes Marcolino - uma alma generosa e boa

Por Marcos Pinto* 

Dona Moça e seu Leonildes Marcolino 

Nós, apodienses, sempre nos destacamos em situações ditas vexatórias, por sermos detentores de incrível e rápida capacidade de discernimento, popularmente conhecida como capacidade de tirocínio. É um dom natural que DEUS amalgamou nos homens e mulheres da terra dos guerreiros e Caciques Itaú e Jenipapuassú, da etnia tapuias paiacus do antigo Lago Pody. Nesse contexto, sêo Leonildes sempre se destacou como um dos antigos comerciantes da Praça de Apodi, com incrível capacidade para vencer no seu ramo comercial, como realmente venceu, após longas e árduas batalhas vividas entre preços e sobrepreços de materiais para construção. Mesmo aparentando sisudez de homem duro, carrasco, carrancudo, sempre era flexível nos preços, sempre segurando a tabela até o último instante, para só ceder no soar do gongo, quando o cliente já se preparava para debandar rumo a outro estabelecimento comercial do ramo de construções.

Seo Leonildes era um homem um tanto quanto arredio, impulsivo, arrebatador, inteligente, do tipo duro sem jamais perder a ternura. Era contumaz em ajudar nas festas alusivas aos padroeiros da cidade, quer seja contribuindo financeiramente, quer seja envidando esforços físicos para angariar prendas para o leilão paroquial. Era uma alma imensa de generosidade e também de valentia moral, mas irradiador de tranquilidade, de estímulo, de confiança e de ânimo. Nascido em terras da região da Areia, margem da Mãe-Lagoa de Apodi, desde cedo entregou-se aos trabalhos árduos, que ao longo da sua trajetória de vida foram constantes e seguros em produtividade. Encarnava o exato perfil do homem idealizador e incansável na labuta diária. Tinha uma ampla visão no comparativo das coisas pretéritas com as coisas atuais, dos pormenores e movimentos que o dinamismo da tal evolução exerce, como que uma força coercitiva para que o homem atual adote uma espécia de acomodação inflexível e imediata. Diante observações infundadas de alguns clientes acerca dos altos e baixos vividos no comércio da compra e venda de materiais de construção, sempre alertava, frisando: "Os tempos são outros !. Isso refletia uma espécie de alerta para que, vez por outra, deve-se adotar uma perspectiva de administrar o seu comércio com um olho no retrovisor e outro nas paralelas das minudências do momento, afastando qualquer manifestação do ufanismo, da mentira deslavada e a propaganda descarada em forma de marketing enganoso. Foi um homem fisicamente forte e espiritualmente superior.

Em sua faina como comerciante, Sêo Leonildes protagonizou algumas cenas deveras hilária. Fui testemunha ocular de uma peleja no preço fixado para compra e venda de cano PVC ao meu prezado e distinto tio paterno Paulo de Aristides Pinto, Professor, advogado e comerciante do ramo de temperos e condimentos alimentícios. Acompanhei o dito tio em périplo por diversas lojas de venda de materiais de construção, fazendo valer aquela antiga mania de barganhar nos preços, por menor que fosse a diferença, para menos. Após passarmos por três lojas, nos dirigimos à loja de sêo Leonildes, isso já beirando o meio dia. Fomos gentilmente recebidos, tratamento costumeiro dispensado a todos os clientes, indistintamente. Fiquei ao largo, observando a abertura do diálogo entre vendedor e comprador acerca do preço do metro de cano PVC rígido 3/4. Lembro-me que após Sêo Leonildes informar o preço, o matreiro cliente fez a observação de que nas lojas visitadas anteriormente o preço era dez centavos a menos, por metro do cano. Aí começou uma peleja que se arrastou por longos 30 minutos, sem que seo Leonildes arredasse pé no abatimento do preço, nem muito menos o não menos teimoso cliente mudava a sua oferta de compra, sempre observando o nome do outro dono da loja, que por sinal não era apodiense, já ameaçando retornar a loja mencionada, já caminhando para a saída da loja. Após muitos longos suspiros, sêo Leonildes dirigiu-se à sua esposa dona Moça, que era o caixa no momento, dizendo-lhe: "Moça, receba o dinheiro da compra aí feita pelo Dr. Paulo de Aristides. !". 

De outra feita, sêo Leonildes fora vítima de um assalto de um ousado meliante, como sempre praticado sob a tranquilidade do horário do meio dia. Só sêo Leonildes e dona Moça se encontravam na loja, uma vez que os funcionários tinham saído para o almoço. Eis que de forma sorrateira, o assaltante adentrou a loja com andar calmo e aparentando certa tranquilidade, o que passou a impressão de ser apenas mais um freguês. A essa altura, sêo Leonildes se dirige para o freguês perguntando-lhe que material de construção o mesmo queria comprar, ouvindo o suposto freguês afirmar-lhe, à queima-roupa, que se tratava de um assalto, ao mesmo tempo em que punha a mão sobre a cintura, como que para mostrar que se achava armado. Impassível, sêo Leonildes exclamou:

- Deixe de besteira rapaz !.
Ao ouvir tal manifestação intempestiva de sêo Leonildes, eis que o bandido saca de um revólver e encosta-o na barriga de sêo Leonildes, que também ligeiramente se dirige à dona Moça, exortando-a:
- Vá Moça, entregue todo o dinheiro a esse rapaz !.

Após esse constrangedor e inusitado incidente, o meliante saiu calmamente, sem demonstrar nenhum receio de reprimenda por parte de sêo Leonildes. Era componente da velha guarda dos comerciantes apodienses, cerrando fileiras ao lado de sêo Valdemiro Custódio, Preto Custódio, João Custódio, Joel Câmara, Zé de Chico Pedro, sêo Dioclécio Almeida, Fernando Menezes, Zé Sidô, Raimundo Monteiro Cavalcanti, Mário Marinho da Mota, Aurino Gurgel, Chico do Canto, Chico Paizinho, Raimundo Sena e tantos outros. que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento da economia apodiense.

Assim era o cidadão LEONILDES MARCOLINO - Homem cordial e acessível, sem rancor e sem ódios. Um gentleman à moda sertaneja.

Marcos Pinto é advogado, historiador e Presidente da Academia Apodiense de Letras(AAPOL). 

sábado, 22 de abril de 2017

Sessão itinerante no Córrego

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Foto: Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Apodi(CMA)

SESSÃO ITINERANTE CÓRREGO 20/ABRIL/2017

Nesta quinta-feira (20/abril) a Câmara Municipal de Apodi realizou a primeira sessão itinerante do ano de 2017. Importante destacar que são sessões ordinárias, no entanto, realizadas fora da Câmara e mais próxima das comunidades, que geralmente não podem participar por conta do translado ou até mesmo do horário. O objetivo é levar às comunidades o conhecimento dos trabalhos e projetos realizados pela Câmara e seus vereadores. “Estamos dando a oportunidade a comunidade de entender, de fiscalizar e participar mais efetivamente dos trabalhos do Poder Legislativo do Município.” Destacou o Presidente da Casa, Genivan Varela (PCdoB).

A região contemplada para receber a primeira sessão foi a Areia, tendo como comunidade escolhida o Sítio Córrego, terra da vereadora Soneth Ferreira, a anfitriã da noite. Com uma pauta contundente, muitas vezes direcionada às necessidades da região, por ser uma sessão ordinária, outros temas foram abordados de maneira geral. Contando com uma imensa participação popular, que lotou a escola, a tribuna foi aberta, inclusive para a população, que teve sua voz ouvida por alguns representantes da comunidade como o ex-vereador Luizinho de Dão, o ex-secretário Caubi Torres.

Contamos com a presença do prefeito municipal, Alan Pinto, e alguns de seus secretários prestigiaram a noite tão importante para a comunidade. Uma noite, acima de tudo democrática, o Córrego foi palco de uma interessante discussão sobre o PROJETO DE LEI N.º 009/2017 que cria o Distrito de Córrego, de autoria da Vereadora Soneth Ferreira(PP). Com base em exemplos de outras comunidades que passaram por esse processo, em cima de argumentos técnicos e também na sensibilidade e no desejo da grande maioria, o projeto foi aprovado por unanimidade.

Uma demonstração de que a Câmara Municipal quer cumprir seu papel junto à sociedade, a sessão foi um sucesso total, em nome do Poder Legislativo, parabenizamos e agradecemos a toda região da areia.

OBS.: PAUTA DA 11ª SESSÃO ORDINÁRIA (ITINERANTE) - SÍTIO CÓRREGO:

BIÊNIO 2017/2018

Apodi-RN, 20 de abril de 2017

MATÉRIAS DO PODER EXECUTIVO

VOTAÇÃO

PROJETO DE LEI Nº 026/2017 – Autoriza o município a conceder auxílio através convênio com a CDL – Câmara dos Dirigentes Lojistas de Apodi, cujo objetivo é a ampliação da rede de monitoramento por câmeras da cidade de Apodi-RN e dá outras providências.

MATÉRIAS DO PODER LEGISLATIVO

VOTAÇÃO 

PROJETO DE LEI N.º 009/2017 - Cria o Distrito de Córrego e dá outras providencias. De autoria da Vereadora Soneth Ferreira – PP 

INDICAÇÃO Nº. 104/2017 – De autoria dos Vereadores Soneth Ferreira – PP, Genivan Varela-PCdoB e Júnior Carlos-PSB

INDICAÇÃO Nº. 105/2017 – De autoria dos Vereadores Charton Rêgo-PTdoB e Chico de Marinete-PCdoB

INDICAÇÃO Nº. 106/2017 – De autoria da Vereadora Soneth Ferreira – PP 

INDICAÇÃO Nº. 107/2017 – De autoria dos Vereadores Costinha-PSDC e Evangelista-PR 

MOÇÕES DE PESAR – De autoria do Vereador Chico de Marinete-PCdoB

MOÇÃO DE APLAUSOS E CONGRATULAÇÕES – De autoria do Vereador Evangelista-PR


Para ver mais fotos da sessão itinerante, clique aqui

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A histórica sessão itinerante de 20 de abril de 2017, realizada na comunidade de Córrego


Na noite desta quinta-feira, 20 de abril de 2017, foi realizada a primeira sessão itinerante da Câmara Municipal de Apodi(CMA) na comunidade de Córrego, município de Apodi/RN, tendo como sede a Escola Municipal Isabel Aurélia Torres. 

A sessão foi iniciada por volta das 19hs30min, contando com a presença de todos os 13 vereadores do município: Genivan Varela(PC do B), Charton Rêgo(PT do B), Gilvan Alves(PT do B), Bebé Gama(PT do B), Chico de Marinete(PC do B), Andreazo Alves(PSDB), Evangelista Filho(PR), Costinha Costa(PSDC), Junior Carlos(PSB), Paulo Telécio(PSD), Junior Souza(PMDB), Ângelo de Dagmar(Solidariedade) e a vereadora Soneth Ferreira(PP).

A sessão foi marcada pela participação de alguns moradores, que levaram as suas sugestões, indicações para os nobres parlamentares, afim de buscar soluções para determinados problemas  da localidade. A sessão também contou com a presença do prefeito municipal de Apodi, Alan Silveira(PMDB), secretários municipais , ex-vereadores, representantes de associações, moradores do Córrego e das comunidades rurais que formam a Região da Areia de Apodi.

Todos os parlamentares fizeram uso da palavra, expressando a sua opinião sobre o principal item da pauta: A votação do projeto de lei da vereadora Soneth Ferreira, que cria o "Distrito de Córrego". Alguns dos edis manifestaram a sua opinião a favor, outros não disseram que eram contra o projeto, mas sim fizeram questionamentos se era realmente aquilo que seus moradores queriam. Houveram alguns momentos de embate sobre o tema. Já no final da sessão, quando estava próximo da votação do PL, a vereadora Soneth Ferreira, fez a defesa do projeto de sua autoria para a criação do Distrito do Córrego, ela afirmou que apresentou essa proposta no intuito de trazer mais melhorias e serviços para a comunidade, expressando que lutaria ainda mais pelas demandas e necessidades da localidade. Após a sua fala, o Presidente da CMA, vereador Genivan Varela colocou o projeto em votação, sendo o mesmo APROVADO POR UNANIMIDADE.

Um fato curioso deste dia, foi a questão da falta de energia que ocorreu na Escola onde a sessão estava sendo realizada, mas mesmo assim os vereadores se mantiveram presentes e como mencionado anteriormente, aprovaram o projeto da CRIAÇÃO DO DISTRITO DE CÓRREGO.

A sessão foi encerrada por volta das 11 hs da noite, sendo esta uma noite memorável para o Córrego, para a região da Areia e todo o município de Apodi. O projeto agora seguirá para sanção do prefeito Alan Silveira.
Dessa forma a comunidade de Córrego passará a condição de distrito do município de Apodi, juntamente aos atuais distritos de Soledade e Melancias.


Sobre a autora do projeto: 

VEREADORA SONETH FERREIRA, autora do Projeto de Lei de Criação do Distrito de Córrego 

MARIA SONETH DA SILVA FERREIRA GOMES, mais conhecida como Soneth Ferreira, é a terceira das seis filhas de Zita Maria e Neto Ferreira, nasceu na comunidade de Retiro, município de Apodi/RN. Foi eleita vereadora de Apodi nas eleições municipais de 2012, com 1.044 votos pelo PDT(Partido Democrático Trabalhista) para o mandato 2013/2016. Em 2016, foi reeleita a segunda vereadora mais votada de Apodi, desta vez pelo PP(Partido Progressista), com 1,507 votos, para o mandato 2017-2020.  Considerada a "representante da Região da Areia", Soneth Ferreira é bisneta do ex-vereador de Apodi, Manoel Libânio da Silva. Já teve inúmeros projetos aprovados em prol do município de Apodi. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Dia Municipal do Desbravador é instituído em Apodi


Na sessão ordinária no último dia 06 de abril de 2017, a Câmara Municipal de Apodi-RN, em reconhecimento aos inúmeros serviços prestados a nossa sociedade através do Clube de Desbravadores Maranata, por meio do Projeto de Lei 022/2017 de autoria do Vereador Charton Rêgo, votou por unanimidade, que no dia 03 de Junho comemore-se o dia Municipal dos Desbravadores. Os vereadores presentes em suas respectivas falas, lembraram da importância da presença do Clube no Município e destacaram o seu caráter sócio-educativo.
Informações extraídas da página do vereador Charton Rêgo. 


A Lei municipal que institui  03 de junho como dia Municipal do Desbravador em Apodi já foi sancionada e publicada no Diário Oficial:

LEI MUNICIPAL Nº 1130/2017 18 DE ABRIL DE 2017

PLL nº. 022/2017 Autor: Charton Heston Rêgo Noronha

Institui o Dia Municipal do Desbravador da Igreja Adventista do Sétimo Dia, no âmbito do Município de Apodi/RN.

O PREFEITO MUNICIPAL DE APODI-RN faz saber, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo Art. 66 inciso IV da Lei Orgânica, e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica instituído no âmbito do Município de Apodi – Rio Grande do Norte, o “O Dia do Desbravador da Igreja Adventista do Sétimo Dia” a ser comemorado, Anualmente, no dia 3 de junho a inclui no Calendário Oficial de Eventos do Município de Apodi-RN.

Parágrafo Único – O Dia dos Desbravadores tem por objetivo sensibilizar a comunidade Apodiense, sobre o trabalho realizado pelos Desbravadores através de procedimentos informativos, educativos e organizados, contribuindo assim, com a formação do caráter do cidadão de hoje e de amanhã junto à sociedade.

Art. 2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal em Apodi/RN, em 18 de abril de 2017

ALAN JEFFERSON DA SILVEIRA PINTO
Prefeito Municipal

LUCIANO MARCOS DIÓGENES DE MOURA
Secretário de Administração e Planejamento
Portaria nº 00131/2017

Esta lei foi publicada no Diário Oficial dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte - http://www.diariomunicipal.com.br/femurn/materia/A0E66AFC

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Câmara Municipal de Apodi realizará sessão itinerante no Sítio Córrego


O Presidente da Câmara Municipal de Apodi, vereador Genivan Varela convocou para a próxima quinta-feira, dia 20 de abril de 2017, sessão itinerante a ser realizada às 19h30min no Sítio Córrego, município de Apodi/RN. Serão discutidos temas importantes para a comunidade, e um dos principais objetivos da sessão será   a discussão/votação do projeto de lei de autoria da vereadora Soneth Ferreira, que cria o "Distrito de Córrego".  A sessão será realizada na sede da Escola Municipal Isabel Aurélia Tôrres(EMIAT). 

"Um dos compromissos que assumi como presidente da Câmara foi  a aproximação do legislativo ao povo, essa é a primeira sessão em 2017, realizada na zona rural. Até o final do ano mais 4 sessões acontecerão nas regiões do Vale, Chapada e Região da Pedra, levando o legislativo sempre perto do povo", afirmou o Presidente da CMA, vereador Genival Varela, em sua rede social. 

O projeto está tramitando na CMA desde fevereiro de 2017,  e atendendo a pedidos dos parlamentares por maiores detalhes sobre os limites da comunidade que serão transformados em distrito, o PL teve de ter sua apreciação adiada. Depois de passar pelas comissões da casa, o projeto já está apto para votação dos vereadores.

Considerado um sonho antigo, o projeto recebe grande aceitação dos moradores da comunidade, principalmente pelo fato de que com transformação em distrito municipal de Apodi, o Sítio Córrego terá ainda mais destaque, possibilitando que  assim as necessidades da localidade  possam ser atendidas com maior rapidez. A comunidade de Córrego está localizada a aproximadamente 10 quilômetros da sede do município e centraliza diversas comunidades rurais que fazem parte da Região da Areia de Apodi. A região tem sua economia baseada principalmente na produção de castanha de caju, sachê de mel, produção de frutas, artesanato, produção de vassouras de palha, entre outros.
Além disso a comunidade dispõe de: 
- 01 Escola Municipal - Escola Municipal Isabel Aurélia 
Torres(EMIAT)
- 01 Escola Estadual - Atualmente desativada.... 
- Associação de Mini-Produtores de Córrego e Sítios Reunidos(AMPC)
- Centro Comunitário
- Unidade de Beneficiamento de Castanha de Caju
- Fábrica de Mel 
- Fábrica de Doces 
- Fábrica de Sucos Naturais 
- 01 Estação Digital 
- 02 (duas) Capelas: - Capela de São Pedro e Capela de São Francisco, portanto dois padroeiros.
- Grupo de Jovens São Pedro(Grujosp) 
- 01 (uma) Unidade Básica de Saúde - "UBS Maria Vinda de Oliveira"
- Igrejas Evangélicas: Congregação Batista, Igreja Plebisteriana 
do Brasil(IPB), Assembleia de Deus.
- COMÉRCIO: Bares, Quiosque, Budegas, Sorveteria 
- Grupo de Mulheres 
- Um Casarão do Forró, entre outros. 

Se aprovado pela CMA  e sancionado pelo prefeito de Apodi, o Córrego passará para a condição de distrito de Apodi, juntamente aos atuais distritos de Soledade e Melancias(ambos criados no ano de 1997). Os Distritos tem fundamental importância para uma cidade, de forma geral um município só se subdivide em mais de um distrito quando dentro dele existem povoamentos expressivos em termos populacionais e econômicos, mas que estão afastados da área urbana principal. Outra importante vantagem dos Distritos é a possibilidade de sediar uma subprefeitura(que fica subordinada ao poder do prefeito municipal), podendo assim facilitar as demandas e necessidades dessas áreas administrativas.

Fica aberto o convite para  que os moradores da Região da Areia e demais interessados marcarem  sua presença neste momento histórico para a comunidade de Córrego. 

Gênese Tapuya - Mônica Freitas

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Antes do começo estavam ali:
Aquele silêncio vivo, entoado de cantos naturais
Aquelas águas tão lindas, tão maternas
De ares tão perfumados, de ventos que já não são iguais
Aquelas meninas, mulheres e moças primevas
E os homens, que tanto andavam? Os nossos originais?

Como disse o historiador
“Que o silencio e a paz reinavam às margens do Itaú
Que para cima e para baixo andava e ali vivia
Aquele povo valente que tinha o corpo nu
Que corria da chapada para as margens da lagoa
Um povo denominado de Tapuia Paiacu"

Dessa tribo que na verdade era a Tarairiú
Nascemos e demos origem ao nome Apodi
Não fomos tão resistentes como foram os do Norte
Pois nossa flora tão rala, não nos permitiu fugir
Mas mesmo com a mistura, ainda estamos aqui.

Nós somos filhos da terra, nós somos filhos da luta
Dentro de uma história que tentou nos encobrir
Somos da raça tapuia, que o Nordeste habitou
Somos os primeiros povos, que pisou no Apodi
E nossa terra, nossa gente ainda vive aqui.

Apodi/RN
- professora, escritora e poetisa apodiense

quarta-feira, 12 de abril de 2017

I Semana Municipal da Leitura


Secretaria de Educação e Cultura de Apodi realizará, no final de abril, a I Semana Municipal de Leitura. Com o tema “Leitura na Praça: Compartilhando experiências” o evento acontecerá de 17 a 21 deste mês, na Praça Dom José Freire, no centro da cidade.

O projeto tem como objetivo incentivar o desejo pela leitura, tanto em crianças quanto em adultos.

A I Semana Municipal de Leitura iniciará na segunda e terça-feira, 17 e 18 respectivamente. Haverão apresentações culturais e tenda literária, sempre com início às 19hs e termino as 22hs. Na quarta-feira (19), tem apresentação do projeto “Estrelinhas e Pipa” e apresentações culturais. Na quinta-feira (20), apresentações culturais e tenda literária, e no encerramento, que acontecerá na sexta-feira (21), o evento iniciará as 17hs com cortejo literário pelas ruas da cidade.

Ainda no encerramento, haverá a apresentação do BALE – Biblioteca Ambulante de Leitura na Escola, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN.

O prefeito Alan Silveira destacou que o projeto faz parte do plano de governo e que tem uma grande importância para a cidade.

“Procuramos valorizar e incentivar a leitura no âmbito municipal. Esse tipo de projeto faz parte de nosso plano de governo, porque entendemos que a leitura é decisiva no processo de ensino e aprendizagem”, comentou.

A realização da I Semana Municipal de Leitura entra para o calendário municipal de eventos.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Espetáculo da Paixão de Cristo em Apodi deve reunir 15 mil pessoas neste ano

(Foto: Josemário Alves | Comunicação)

O tradicional espetáculo da Paixão de Cristo, que acontece anualmente no sítio do Góis em Apodi, chega a esse ano na sua 11ª edição. Com muitas novidades e efeitos especiais, o evento deve reunir cerca de 15 mil espectadores nos dois dias de apresentação, segundo a organização. 

Idealizado pela própria comunidade do Góis com o objetivo de unir os moradores, o espetáculo já entrou no calendário cultural do município de Apodi. Neste ano, mais de 100 pessoas estão envolvidas com a encenação, produção e montagem dos cenários. Todos eles são da região do Polo Góis. 

(Foto: Josemário Alves | Comunicação)

De acordo com o diretor geral Dulcivan Fernandes, que integra o grupo Arte-e-ria, o público pode esperar uma Paixão de Cristo totalmente reformulada e cheia de novidades. “O diferencial deste ano é a inovação em tecnologia. Todas as cenas tiveram modificações. O pessoal pode esperar tudo diferente, com iluminação, sonorização e efeitos especiais”, disse. 

O espetáculo será apresentado na quinta e sexta-feira santa, 13 e 14 de abril, e terá duração de uma hora e meia. A encenação iniciará a partir das 19h e tem entrada gratuita. 

Montagem dos cenários 

A Paixão de Cristo do sítio do Góis será apresentado em quatro cenários diferentes, são eles: Palácio de Herodes, Sermão da Montanha, Pilates e Caifaz. 

(Foto: Josemário Alves | Comunicação)

Para montá-los, o grupo organizador utilizou madeira e materiais recicláveis. Neste ano, a Prefeitura de Apodi contribuiu com maquinários para elevar os cenários, tornando o espetáculo melhor para assistir. Ainda foi cedido pelo poder público o som, a iluminação, divulgação e transportes. 

“Esse evento tem grande importância para a nossa cultura e o Município tem todo interesse em apoiá-lo. Não tenho dúvidas que será um sucesso. Esperamos que no próximo ano possamos ampliar esta nossa parceria”, declarou o prefeito Alan Silveira. 

Para confecção dos figurinos e outros detalhes, o grupo realizou bingos e campanhas na comunidade com o intuito de arrecadar dinheiro. Todo esse trabalho de preparação teve início em novembro do ano passado, segundo o diretor Dulcivan Fernandes. 

“Aqui todo mundo se une com o mesmo objetivo, que é realizar esse espetáculo grandioso”, declarou Dulcivan. 

Apresentação e emoção 

(Foto: Josemário Alves | Comunicação)

São cinco meses de muito trabalho e dedicação para colocar o espetáculo no ar. Os agricultores residentes na região do Polo Góis se transformam em atores, produtores e figurinistas. Todos com o mesmo objetivo. 

O trabalho é árduo, mas acabe sendo compensado quando chega o grande dia. A emoção toma conta de todos. Como por exemplo do agricultor e professor Francisco Américo, que faz o papel do Jesus Cristo há 11 anos. 

Ele contou que, mesmo interpretando o Cristo há tanto tempo, sempre se emociona com os espetáculos. “São momentos mágicos, uma emoção muito grande. Na hora de entrar em cena, eu me arrepio todo. É muito emocionante”, disse. 

Além de encenar, Francisco Américo também ajuda na montagem dos cenários. Ele diz que são cinco meses de muito trabalho que acaba se tornando cansativo, mas quando conclui fica o sentimento de dever cumprido e grandes lições para a comunidade. 

“Uma lição que fica é a superação. Nós temos uma política muito acirrada por exemplo, mas quando vem o espetáculo, todo mundo se une. Também tem a renovação da nossa fé, ou seja, a nossa Paixão de Cristo traz muitos benefícios e deixa muitas lições”, conclui.

(Foto: Josemário Alves | Comunicação)